Padrões, aprendizagens e sucesso

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Coisas que eu adoro nesta profissão

Provavelmente já me ouviste falar de quanto a AV significa liberdade para mim, a liberdade de trabalhar no tempo e no espaço que eu quiser, ou pelo menos, todos os dias lutar por um negócio próprio que me permita fazê-lo.

Também significa liberdade para os meus clientes, que se veem livres de uma parte do seu negócio que gostam menos e podem descansar o ganhar foco para atividades mais interessantes e lucrativas para eles.

Também posso dizer que adoro pôr ordem no caos, criar estrutura a dados confusos, e desenvolver fluxos de trabalho que funcionem. Mas não é só isso, ou melhor não é apenas isso que hoje quero partilhar aqui convosco…

Há algo mais que me tem ajudado enormemente a evoluir enquanto profissional, e também na minha vida pessoal: observar os meus clientes e aprender com eles.

As vísceras dos negócios

Costumo dizer aos meus familiares que, enquanto AV, tenho tido a incrível possibilidade de conhecer e ver de perto “as vísceras dos negócios”. A palavra não é bonita, mas é propositada. 

Quando se apoia empreendedores e start-ups tem-se a sorte de ver um pouco de tudo o que o negócio implica: aquelas partes brilhantes e de sucesso que se partilham nas redes sociais, as fotos bonitas, as parcerias que avançam, os produtos que vendem, a faturação que cresce, etc. Mas o crescimento apoia-se sempre numa base de enorme esforço. E isso também faz parte. Aliás, é a gigantesca parte submersa do iceberg cuja pontinha brilha no mar. Por “vísceras” entendo aqueles membros internos do negócio, invisíveis a olho nu, que são cruciais para o sistema funcionar. 

As “vísceras” são os esforços inglórios desenvolvidos para um produto ou serviço que depois não funciona, são os desafios de lidar diariamente com clientes que exigem níveis de qualidade por cima do preço pago em troca, são as falhas tecnológicas inesperadas que bloqueiam a comunicação e as vendas, são os inevitáveis erros humanos e as falhas dos colaboradores, é o peso diário da gestão e a pressão das contas a fornecedores, é a necessidade de adequação às tendências do mercado, e também, a necessidade da omnipresença, contínua e de valor, nas redes sociais. Como imaginam, os desafios são mais do que muitos na vida de qualquer empreendedor.

Padrões, onde?

Algo que sempre gostei, desde pequena, é encontrar padrões. Já mo disseram uma vez num teste de inteligência aos 15 anos — um resultado anexo ao relatório que atestava que o meu quociente de inteligência andava perto do atraso mental (algo que me perseguiu e obstaculizou durante anos!). O certo é que acertaram, ao menos nessa parte dos padrões: adoro vê-los e encontrá-los escondidos entre o aparente caos (ou então fui condicionada a fazê-lo). Observo-os na natureza, e gosto de os criar com materiais têxteis quando decido dar asas à minha criatividade artística. Mas também e sobre tudo gosto de ver padrões de comportamento, nos meus filhos, nos meus amigos, nos meus clientes e, claro está, em mim própria.

É algo que me fascina, e que também tenho tido possibilidade de aplicar na minha profissão, sugerindo, por exemplo, aliviar a carga de certas atividades que deteto serem executadas de forma ineficiente uma vez após a outra.

Mentalidade de crescimento

E já com alguns anos de trabalho por conta própria às costas e alguns clientes também, posso afirmar que há um padrão que se repete no empreendedor: a aprendizagem. É o desejo de melhorar, de crescer e evoluir, não apenas enquanto empresários, mas também, e sobretudo, enquanto pessoas. É essa mentalidade de crescimento, que se materializa em negócios sustentados no foco e na disciplina, que leva os empreendedores a perseguirem e alcançarem a sua própria definição de sucesso. 

Digamos que, enquanto umas pessoas aceitam o que a vida lhes dá por defeito (por exemplo um teste de inteligência na adolescência que limita uma pessoa durante décadas), outros decidem desafiar a realidade com reflexão profunda e frequente, decisões meditadas e muitíssima disciplina para executar. 

Porquê? Porque aprender é divertido! Os negócios são para muita gente, uma espécie de jogo da vida. Recomendo vivamente o livro Mindset, da psicóloga Carroll Dweck, em que se mostram caminhos paralelos de pessoas com mentalidade fixa e mentalidade de crescimento. As diferenças e os resultados são abismais.

O sucesso deles é o meu

Voltando à pergunta inicial: qual é uma das coisas que eu mais adoro desta profissão?

É a enorme honra de aprender com pessoas que já se desafiaram e já passaram e ultrapassaram tempos difíceis. Em um privilégio ser parceira no caminho deles, observadora de comportamentos e aprendiz dos segredos dos negócios deles.

Cada um com o seu propósito e missão, é um orgulho poder acompanhá-los na sua caminhada e, de algum modo, ajudá-los a carregar os seus pesos.

E é sábio que assim o façam: juntos vamos mais longe!