Os eventos e a importância do networking

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Se te perguntasse se gostas de te encontrar com desconhecidos para falar sobre algum assunto que tenham em comum, o que me responderias?

As respostas podem variar mas eu vou dar a minha: para mim é algo que considero difícil, não gosto…. Sinto-me desconfortável e sofro por antecipação.

Agora, se me perguntares qual a importância ou necessidade de o fazer eu digo-te sem qualquer hesitação: é essencial.

Ter uma boa rede de contactos é algo que precisamos em qualquer área da nossa vida. Lembro-me de recorrer a redes de contactos no meu dia a dia, inúmeras vezes (ocorrem-me muitos exemplos associados à maternidade…), bem como de outras tantas associadas ao ambiente profissional.

Seja qual for a situação, não me ocorre nenhuma má experiência e apenas se fortalece a importância de nutrir boas relações.

A nossa presença e participação em eventos e o saber fazer crescer a nossa rede de contactos é uma arte. Mas se há arte em que vale a pena investir, é esta. Saber estar e saber começar conversas com desconhecidos sem transparecer desconforto, é ao que me refiro.

Os eventos podem ser formações, palestras ou apenas encontros cujo tema é um assunto específico e que unem as pessoas por características ou interesses comuns. Hoje em dia há imensos, e há mesmo um site e aplicação para o efeito: o meetup.

Aqui, por cidade e tema podes encontrar inúmeros encontros e eventos de networking. Hoje em dia, muitos deles têm ocorrido virtualmente, o que facilita a vida dos mais envergonhados, como eu! As interações nas redes sociais são também uma forma de networking e estão ali, a uma curta distância.

Já contei esta história algumas vezes, mas os meus primeiros clientes surgiram num evento de networking em que participei. Arrastei-me até lá, com cara alegre e postura confiante mas desejosa de sair dali. Foi no meu dia de anos… o que foi uma desculpa para levar alguém que conheço comigo – pelo menos consegui não ir sozinha. ☺

Desde então, pelo trabalho ou responsabilidades familiares acabei por participar apenas em mais um ou dois eventos presenciais, com pena minha. Mas sempre que posso conto esta minha experiência como ilustração da importância destas situações.

Mas atenção, este evento de que falo era um evento específico e de onde surgiram estes meus primeiros clientes, como disse – mas há muitos outros eventos cujo principal propósito não será este. 

Acima de tudo os eventos são bons para conhecer outras pessoas, os seus projetos ou interesses. Damo-nos a conhecer e ao que nos apaixona. No final, por mais que custe entrar naquelas salas cheias de desconhecidos, a sensação é sempre de vitória. Sentimo-nos um pouco mais vivos pois convivemos com pessoas que têm algo em comum connosco. Sentimo-nos compreendidos. Sentimos que não estamos sozinhos pois falamos com gente que, como nós, tem os seus medos, sonhos e fracassos. Pode ser difícil mas tenho a certeza que vale a pena.

Além do que menciono, os eventos são ótimos para encontrar pessoas que nos são semelhantes e nem sempre clientes. Por exemplo, lembro-me do caso das formações presenciais: vamos aprender algo novo ou aperfeiçoar alguma competência. O que ganhamos? Novos conhecimentos, sim, e contactamos com outras pessoas que têm, pelo menos, um interesse em comum connosco.

Por maior flexibilidade e liberdade que o trabalho remoto nos traga, a natureza social do ser humano leva a melhor e faz com que sintamos falta de estar com outras pessoas, de conversar, partilhar e ouvir outras experiências. Outra das nossas características que nos ‘empurra’ para a socialização é a necessidade de pertencimento.

Apesar de toda esta visão sobre o que é o networking, não nos podemos esquecer do seu potencial para gerar oportunidades de negócios, vendas ou emprego por isso devemos ter em conta a nossa imagem ou marca pessoal. O cuidado com a nossa imagem e com o que esta transmite aos outros é essencial. Devemos mostrar-nos como pretendemos ser percepcionados e da forma que queremos que nos associem ao nosso trabalho, à nossa marca.

Em momento algum devemos trabalhar a nossa rede de contactos, olhando-a como um meio para atingir um fim. As redes de contactos, para serem efectivas, têm que se criar de forma genuína. Sim, podemos saber que a estamos a construir de forma intencional mas as relações que criamos não podem ser baseadas numa qualquer vantagem que pretendemos obter.

Como nos diz Dale Carnegie no seu livro “Como fazer amigos e influenciar pessoas”, as boas relações constroem-se baseadas na nossa demonstração de verdadeiro interesse pelos outros, pelos seus interesses, por aquilo que nos dizem e pelos seus problemas e pouco pelos nossos conhecimentos.

Noutros artigos publicados no nosso blog, com o exemplo do Start with Why, falo sobre este assunto, que é esta necessidade de conexão e pertencimento que sentimos e que procuramos preencher e que, normalmente, está associada àquilo que nos apaixona e nos toca profundamente.

Aconselho ainda a leitura deste artigo do Nomadismo Digital pois acho que está bastante completo e onde podes encontrar mais algumas dicas sobre o networking.