Inspira-te com… Sílvia Valente

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A nossa história inspiradora do dia vem de uma parceira e amiga, que encontrei em inícios de 2019 através da incrível Carla Costa. Após um café numa esplanada surgiu a empatia, a amizade e a vontade de fazer algo juntas.

Alguns meses depois, a Sílvia estrearia comigo os Workshops presenciais de Iniciação à Assistência Virtual que leccionámos com sucesso em Coimbra e em Lisboa. Foi aí, ao ouvir os conhecimentos e a experiência dela, que pude comprovar a enorme profissional que ela é!

Hoje A Sílvia segue outro caminho diferente da Assistência Virtual, mas aceitou escrever esta entrevista e partilhar a sua jornada inspiradora!

Como surgiu o teu interesse na Assistência Virtual?

A Assistência Virtual surgiu como a solução para conciliar trabalho e família. Tinha regressado recentemente de Moçambique – onde estive a participar num projeto profissional – com 2 filhos pequenos, e percebi que, para continuar a ter tempo para me dedicar à família como gostaria, teria de encontrar uma atividade que me permitisse trabalhar a partir de casa. Ao cruzar a informação entre aquilo que eu sabia fazer e aquilo que podia fazer a partir de casa, cheguei à Assistência Virtual. Depois, foi pesquisar sobre a atividade e descobrir o que já se fazia em Portugal e lá fora.

Quais foram os primeiros passos que deste para te tornares AV?

Primeiro, fiz uma pesquisa mais ou menos aprofundada da profissão, para perceber se seria realmente algo que eu me via a fazer. Depois, no meio das pesquisas, encontrei pessoas que já trabalhavam na área e frequentei uma formação no sentido de aprofundar conhecimento sobre alguns aspetos práticos e sobre como podia dar início ao meu negócio. Enquanto isso, consegui a minha primeira cliente pela resposta a um anúncio e comecei a dar a conhecer os meus serviços em grupos de empreendedorismo feminino.

Como chegaste à definição do teu portfólio de serviços?

O meu primeiro portfólio era muito abrangente e muito virado para a área administrativa mais tradicional. Com o tempo e com o contacto com clientes e potenciais clientes, fui percebendo aquilo que mais gostava de fazer e também aquilo que as pessoas que chegavam até mim mais precisavam e fui, aos poucos, tentando ligar as duas coisas.

Qual é a forma de que mais gostas de te relacionar com o teu público?

A maior parte das minha clientes chegavam-me através das redes sociais e por recomendação. Desde o início que usei muito o Instagram para comunicar. Contudo, hoje sei que ter um site e um blog é fundamental. O Instagram e as outras redes sociais não nos dão grande liberdade, além de serem umas grandes consumidoras de tempo para conseguirmos ter resultados efetivos e consistentes.

E, mesmo que as redes potenciem a divulgação do nosso negócio, um site dá-nos mais credibilidade e um blog permite-nos construir autoridade e sermos encontradas em pesquisas relacionadas com a nossa área de atuação. Além disso, o site é nosso e nele não estamos dependentes das vontades de um algoritmo que pode mudar de um dia para o outro.

Qual foi a maior dificuldade e como a ultrapassaste?

Conciliar a gestão do meu próprio negócio com a gestão do negócio das minhas clientes foi um desafio. Contudo, a minha maior dificuldade chegou quando me apercebi que o que estava a fazer como Assistente Virtual não estava a ir completamente ao encontro daquilo que eu sentia que podia dar às minhas clientes. Por isso, comecei a sentir-me desmotivada.

A solução para esta minha dificuldade chegou quando uma cliente me lançou o desafio de a ajudar com a produção de conteúdos. Ao começar a escrever de forma regular e consistente e ao trabalhar a mensagem de diferentes marcas, percebi que era aí que o meu trabalho podia fazer realmente a diferença. Por isso, fui estudar sobre copywriting e escrita de conteúdos e fui redescobrindo uma paixão que tinha: a escrita.

Então e em que é que consiste agora o teu trabalho como escritora de conteúdos? Até que ponto é diferente do trabalho que fazias como Assistente Virtual?

A minha missão, contribuir para o crescimento dos negócios de outras mulheres, e os meus valores continuam a ser os mesmos. O que mudou foi a forma como eu vivo esta missão. Hoje, dedico-me a ajudar empreendedoras a aproximarem-se do seu cliente ideal através da produção de conteúdos autênticos e alinhados com os valores das suas marcas. Escrevo copy e conteúdos para websites, blogs, ebooks, email marketing, landing pages…, sempre respeitando e valorizando a essência das marcas.

O trabalho que faço agora é diferente porque é um trabalho mais especializado e focado numa área muito concreta. Como assistente virtual, ia fazendo um pouco de tudo aquilo que a cliente precisava. No fundo, como assistente virtual, sentia que precisava de saber um pouco de tudo e, agora, tenho a oportunidade de aprofundar os meus conhecimentos numa área em específico. Sendo uma área de que gosto muito, fez todo o sentido mudar a direção do meu negócio e especializar-me em copywriting e escrita de conteúdos.

Como escritora de conteúdos, posso estudar as marcas, a sua história, aquilo que as move e, depois, traduzir isso em palavras. É de palavras que se faz a mensagem de uma marca. E a mensagem das marcas é tudo. É a sua mensagem que as aproxima do seu cliente ideal. Tudo o que a marca é deve estar contido na sua mensagem. Ter como tarefa encontrar as palavras certas para representar tudo isso é um privilégio.

Que características são precisas para ser Assistente Virtual?

A primeira coisa de que se precisa para se ser uma boa assistente virtual é sentido de contribuição e compromisso. Quando alguém nos escolhe para realizarmos determinadas tarefas no seu negócio, temos de assumir aquele projeto como sendo um pouco nosso também. Na minha opinião, é aqui que começa um bom desempenho. Depois, é claro que também é importante ser-se organizada e ter vontade de aprender.

Ser assistente virtual não é só fazer “umas coisas” para aquela pessoa que nos contratou. Aquela pessoa contratou os serviços de uma assistente virtual porque precisa de alguém que a apoie em determinada tarefa. Muitas vezes, a decisão de delegar é uma decisão difícil e muito ponderada e as assistentes virtuais devem ter consciência disso.

Um conselho que podes dar a quem está a começar.

Que se informe bem sobre o que envolve a atividade e que procure alguém mais experiente que a possa ajudar a dar os primeiros passos e evitar alguns erros de principiante, e que, eventualmente, até lhe possa passar alguns trabalhos para ir ganhando experiência. Depois, que encontre um posicionamento que a permita destacar-se das outras profissionais que vão surgindo, apostando sempre na excelência.

Quem estiver na profissão com seriedade e uma verdadeira vontade de contribuir tem grandes possibilidades de ser bem sucedida.

Segue a Sílvia nestes links:

www.facebook.com/snv.silviavalente/

www.linkedin.com/in/s%C3%ADlvia-valente/