Inspira-te com… Inês Nobre

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O percurso que partilhámos hoje, começou com uma conversa de Whatsapp e uma afirmação, cheia de medo, “Maria, quero ser Assistente Virtual.

Todos temos a nossa história, o nosso percurso, as nossas qualidades e os nossos medos. E é fácil, muito fácil, vermo-nos de uma forma errática e desconfiar do nosso potencial.

A Inês decidiu despir-se dos seus medos, agarrar nas suas dúvidas e avançar. A coragem e a persistência dela trouxeram-na até à assistência virtual e transformaram a sua vida. Por isso, fazia-nos todo o sentido convidá-la para esta rubrica. Inspira-te com esta história!

Como surgiu o teu interesse na Assistência Virtual?

A primeira vez que ouvi falar em Assistência Virtual foi através de um grupo de mulheres empreendedoras do qual fiz parte. 

Éramos todas de áreas muito diferentes, eu – multipotencialista sem saber ainda que o era – a tentar descobrir o meu caminho, e aquelas mulheres absolutamente inspiradoras, com projectos sólidos, e que me ensinavam tanto, todos os dias. Nesse grupo incrível, estava a Maria Cardoso, Assistente Virtual. 

Quais foram os primeiros passos que deste para te tornares AV?

Descontente com o rumo profissional que a minha vida tomara, incapaz de tomar-lhe as rédeas, decidi dar um tiro no escuro. Não sabia muito, mas o que sabia já me dava uma visão clara de um caminho, mesmo que esse se figurasse à minha frente como uma estrada de terra batida.

Queria trabalhar a partir de casa, queria ser dona do meu tempo e queria contribuir para a vida de outros.

Nunca perdi contacto com a Maria, mesmo após o grupo se dissolver, de alguma forma os nossos caminhos mantiveram-se sempre perto. Foi assim que, quatro anos volvidos, a caminho de uma formação pós-laboral, decidi gravar-lhe um áudio “Maria, preciso de ti! Preciso de dar um salto e quero saber mais sobre tudo isso que fazes”.

É claro que no calor do momento posso ter caído no erro de achar que seria uma coisa fácil, mas não deixei de fazer todas as perguntas – mesmo as mais tontas – e com o cuidado e atenção que só a Maria oferece a quantos chegam até ela, áudio após áudio foi-me desvendando o que era isto, afinal, de se ser assistente virtual.

Decidimos fazer uma mentoria privada e perceber, então, nesse caminho, se tinha as qualidades para ser AV e se estava pronta para os desafios da profissão. 

Nunca avançaria sem esta mentoria – e este, talvez seja o meu primeiro conselho para quem está a pensar enveredar nesta profissão – escutem e aprendam com quem já o faz. 

Esta mentoria ajudou-me a desmistificar muitas das crenças que tinha, tanto a nível profissional, quanto pessoal – costumo dizer à Maria que este tempo que passámos juntas mudou a minha vida, e que se iniciou com esta mentoria uma viagem de regresso à essência, a esta Inês que ficara esquecida nas sombras de um patrão-padrão de desconfiança e narcisismo.  

A Maria topou-me a léguas e julgo que percebeu de caras que só empurrada aos lobos eu quebraria este ciclo de procrastinação e me mexeria.

Tive trabalhos de casa todos os dias de mentoria, não há cá papinha feita, aprende-se com a mão na massa, fazíamos videochamadas nas minhas horas de almoço e eu passava a tarde a tentar conhecer-me para responder às perguntas difíceis.

O primeiro TPC foi criar a minha apresentação, aquela que iria ser a montra dos meus serviços, como me mostraria aos meus clientes. Lembro-me de me rir “Como raio vou fazer isto? O que tenho eu para apresentar se nunca fui assistente virtual?” 

Como chegaste à definição do teu portfólio de serviços?

Definir o meu portfolio de serviços parecia-me tarefa hercúlea, bendita Maria e o seu dom de desmistificar cabeças duras que me fez olhar para o meu currículo e explicou-me duas coisas que mudaram a minha vida e a minha visão profissional para todo o sempre: 

1 – Eu não era menos profissional por ter feito tantas coisas diferentes ao longo da vida, de facto, existe até um termo para isso: multipotencialista. 

2 – O portfolio de serviços que eu tanto temia não ter nada para lá colocar, era apenas a lista de tudo o que eu já aprendera e concretizara até então. Os diversos trabalhos e as suas múltiplas variações tornavam-me muito mais rica. 

A partir deste ponto, tudo pareceu encaixar-se e senti-me mais capaz e preparada para enfrentar este novo desafio. 

Qual é a forma que mais gostas de te relacionar com o teu público?

Hoje, a trabalhar como AV há uns meses, e com uma página dedicada aos meus serviços acabada de lançar, o meu público têm sido as pessoas que tenho perto e a técnica do passa-palavra.

Continuo a comunicar-me através da minha página pessoal de instagram, porque lá me permito ser real e mostrar os meus dias com a mesma paixão com que os vivo.

Tive a sorte de começar a trabalhar por indicação, na semana seguinte ao final da nossa mentoria, e tenho-me mantido.

Apesar de ainda causar estranheza, sempre que partilho o que faço há amigos que me dizem “ai, isso dava-me tanto jeito” porque a verdade é que o nosso trabalho alivia nos empreendedores o peso do trabalho administrativo que castra o lado criativo, o lado mais prazeroso, aquele que nos faz dar o salto para um negócio nosso.

E, por isso, comunicar através da minha página de instagram tem sido um precioso veículo e já me trouxe várias propostas de parceria. Não há segredo: aparece, dá a conhecer a pessoa que és atrás do serviço que ofereces e vende os resultados desse serviço. 

Qual foi a maior dificuldade e como a ultrapassaste?

Trabalhar a partir de casa, ser a minha própria chefe e ter 24h do meu dia para gerir foi o descalabro total.

E foi assim que descobri que o mesmo que me fazia escrever um trabalho de 3 meses na semana da entrega era o mesmo que me impedia de realizar com calma e organização as minhas tarefas diárias: procrastinação.

Ainda me debato com isso, mas ter noção do problema ajudou-me a arranjar mecanismos. Se me aborreço de tarefas salto para outra que me dê mais prazer, tenho 16 separadores abertos no browser mas o trabalho é feito com a mesma dedicação e, na secretária, para me ajudar a não perder o foco, tenho uma folha com a visão geral da minha semana e com todas as tarefas listadas para cada dia (mesmo as mais pequeninas). 

Sair da nossa zona de conforto não é fácil, eu já não era feliz no modelo de trabalho em que me encontrava mas a verdade é que me vejo muitas vezes desamparada por não estar habituada a ser eu a ditar o meu trabalho, são tudo aprendizagens e vale tanto a pena.

Hoje trabalho a partir de casa num espaço onde sou feliz todos os dias, celebro as vitórias das minhas clientes com a mesma intensidade com que celebraria as minhas, porque quando estamos bem, damos o nosso melhor, e quando damos o nosso melhor e nos sentimos realizadas, quem está ao nosso lado reconhece-nos valor.

É uma bola de neve de coisas boas.

Se há desafios, claro! Se me senti muitas vezes assoberbada por achar que não conseguiria fazer o que me haviam proposto? Tantas vezes. Mas no fim, acabamos por descobrir que temos muito mais força do que aquela que julgáramos, precisamos apenas de parar e escutar a história que contamos a nós próprios porque, se calhar, já não somos aquela história.  

O que mudou na tua vida depois de te tornares Assistente Virtual?

O que mudou na minha vida depois de me tornar Assistente Virtual? Tudo.

Um conselho que podes dar a quem está a começar

Se estás prestes a embarcar nesta viagem: abre o peito e permite-te escutar e aprender. 

Bem-vinda a bordo. 

Acompanha o trabalho da Inês em www.inesespadanobre.pt