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Como criar e manter relações, trabalhando remotamente?

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O DESAFIO DO ISOLAMENTO

Há dias, cansada deste novo confinamento, refletia com o meu marido sobre a falta que nos faz o contacto físico com outras pessoas: ir beber um café, assistir a eventos de networking, associativos ou culturais, juntar os amigos num almoço, celebrar aniversários, praticar alguma atividade criativa com mais pessoas por perto, criar novas relações ou manter as que já temos

O certo é que, para quem trabalha há anos de forma remota, a realidade não mudou tanto assim. No meu caso, as relações que consegui criar durante anos são sólidas e estáveis, e, embora muitas vezes sinta verdadeira falta do contacto físico, na minha mente tenho presente dezenas de conexões e amizades com quem posso falar, à distância de um clique. São pessoas que não vejo há anos e outras que nunca vi na vida real. São humanos por trás de uma foto de perfil, com histórias únicas, partilhadas pela via digital, que se tornaram amigas com o tempo.

A NECESSIDADE DE PERTENÇA

Todos precisamos de ser aceites pela comunidade. Este sentimento de pertença está nos nossos genes, e provém dos tempos das cavernas em que a coesão do clã assegurava a sobrevivência do indivíduo. Ser rejeitado pela comunidade significava a morte. Desde a ligação profunda com a nossa família, o nosso parceiro e os nossos seres queridos, até a aceitação pela vizinhança e passando pelos muitos grupos sociais aos que pertencemos (associações, amigos, etc.), FAZER PARTE é uma necessidade vital. Tão vital que aparece no terceiro degrau da pirâmide de Maslow (“necessidades de amor e de pertença”), a seguir às necessidades básicas de alimento e segurança.

SÓ TEMOS UMA VIDA

Costumamos falar de “vida pessoal” e “vida profissional”, mas o certo é que só temos uma vida. Gostamos destas caixinhas mentais para separar o tempo que investimos em cada uma delas, mas o corpo e o espírito que nos move é sempre o mesmo. 

E, se bem a necessidade de pertença está sempre presente nas nossas vidas, a digitalização da sociedade (promovida pela presença online, o trabalho remoto e, recentemente, pelos sucessivos confinamentos obrigatórios) veio reforçar que somos seres absolutamente interdependentes tanto no plano físico como no espiritual. Que podemos ter as necessidades obrigatórias de alimento e segurança cobertas, mas que a sensação de pertença à comunidade é importantíssima para mantermos a sanidade mental.

A PERTENÇA NO EMPREGO TRADICIONAL

Se provéns de um emprego tradicional, por conta de outrem, em que trabalho é feito num espaço fora de casa, tomares consciência desta necessidade será provavelmente algo novo para ti. Quando trabalhamos com outros por perto, a presença física, a linguagem não verbal e os momentos de convívio proporcionam-nos a validação externa de que estamos a fazer as coisas bem, que somos aceites, que pertencemos a algo maior do que nós próprios. Sem refletirmos demasiado no assunto, sentimos que temos um lugar no mundo.

No fim do dia, vamos para casa à procura de descanso, mas sabemos que (mesmo que o local de trabalho não seja perfeito), “encaixamos” nessa “vida profissional”. Temos uma secretária e um computador para nós, um espacinho para os nossos pertences, estamos inseridos numa equipa com responsabilidades e objetivos estabelecidos; dito de uma forma simples: FAZEMOS PARTE.

A PERTENÇA E A PRESENÇA NO TRABALHO DIGITAL

E no mundo digital? Como encontramos essa validação? Como passamos a saber que o nosso lugar no mundo faz sentido? A resposta não é simples mas não é fácil: Com esforço e interesse. 

Na internet temos a liberdade de ser que queremos ser, ou melhor, de estar como queremos estar. Há pessoas que gostam de aparecer em todo lado e criar conteúdo, fazer-se ver, interagir genuinamente com muitas outras pessoas. Há quem escolha estar em poucas comunidades e só nelas consegue interagir, por sentir-se num ambiente mais seguro. Também há quem decida (pelos motivos que for) não aparecer de todo, e limitar-se a consumir informação. Aqui não há certos ou errados. Cada um sabe de si, das suas necessidades, limitações e desejos. O certo é que o mundo virtual acolhe toda a gente.

COMUNIDADES PARA TODOS OS GOSTOS

E hoje mais do que nunca, as fronteiras entre a vida pessoal e profissional diluem-se. Precisamos de comunidade para a nossa Vida. Hoje podemos conectar, por texto, áudio ou vídeo, em questão de segundos com pessoas na outra ponta do mundo, encontrar grupos específicos dos mais variados gostos e beneficiar-nos das partilhas de inúmeras comunidades que existem por ai. 

És mãe? Gostas de caminhadas? A tua paixão é fazer pão? Adoras plantas de interior? Queres perder peso? Interessa-te o vegetarianismo? Queres começar a fazer ioga em casa? Gostavas de saber mais sobre costura? Interessa-te o mundo do empreendedorismo? Do desenvolvimento pessoal? Estes são alguns dos meus interesses, e pertenço a grupos relacionados com eles, e posso dizer o que todos esses grupos têm em comum: A ENTREAJUDA, e com ela, o crescimento. 

NÃO ESTÁS SOZINHO

Os membros dessas comunidades poderão estar “mais à frente” ou “mais atrás” do que tu, mas o certo é que há sempre pessoas prontas a ajudar, a partilhar informação, e a criar verdadeiras amizades.

Mesmo que te sintas absurdamente sozinho na tua casa, aterrado com dúvidas sobre algum tema, sem saber por onde começar ou ir enfrente, se procurares, vais encontras pessoas como tu, com as quais identificar-te, e, com mais ou menos tempos, abrir o teu coração, partilhar vitórias, dúvidas e anseios. E quando isto acontece, ficamos aliviados porque ficamos a saber que, seja qual for o nosso caso, NÃO ESTAMOS SOZINHOS. Passamos a FAZER PARTE de uma comunidade de iguais.

COMO ENCONTRAR COMUNIDADES?

Como criar e nutrir relações virtuais, que te ajudem a dar significado ao teu trabalho e aos teus dias? Se te estás a sentir especialmente sozinho, se queres aprofundar relações, tirar dúvidas, partilhar histórias, crescer e desenvolver alguma competência, aprender com os erros dos outros, desenvolver projectos em conjunto, e no fim: nutrir-te da essência humana que nos une:

  1. Identifica as áreas que queres desenvolver na tua vida (pessoal e profissional)
  2. Encontra comunidades online de cada um desses temas
  3. Apresenta-te, sem medo, e de forma sincera
  4. Apronta-te para ajudar quem puderes, interage com os teus “pares”, entrega valor de forma desinteressada
  5. Alimenta essas relações. De nada serve criar relações e depois não cultivá-las.
  6. Cria ou aparece nas diferentes iniciativas dos grupos: um café virtual (ou presencial!), um encontro profissional, um novo projeto desafiante. O trabalho em equipa eleva-nos e faz-nos sentir, mais do que nunca que FAZEMOS PARTE.

Criar e manter relações com sucesso dá significado aos nossos dias.

E essa pertença a algo maior do que nós próprios é um degrau mais no caminho para autorrealização e para a felicidade.

E tu, como crias relações?

Junta-te à nossa Comunidade da Academia de Assistentes Virtuais!